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Nós todos, como qualquer ser comum, gostamos de viver no extremos. Nada de equilibrio, o interessante é viver entre o tudo ou nada, arriscar, porque a vida não é nada sem aventura. Dedicar-se totalmente ao amor é o dilema dos apaixonados, e seguir a razão é a regra dos que usam a cabeça. A impressão que tenho de quem vive do amor é uma vida mais tranquila, cheia de coraçõezinhos e vários arco-iris sobre o céu sempre azul, e é ai que eu me engano. O que até então parecia ser mais prático pode se transformar no caminho mais dificil e complicado a ser tomado. O amor é um abismo, melhor e pior sentimento de todos. Feito de sorrisos, lágrimas, comprometimentos, desilusões. Sentimento instável sem hora pra começar ou acabar, que perdoa, que engana, mas que ao mesmo tempo vive e aproveita ao máximo os bons momentos. Por outro lado, vem o que seria certo, agir com a cabeça e não com o "coração". Um futuro mais certo, que também provoca arrependimentos - talvez do que poderia ter sido feito (e não foi). Um caminho com mais seriedade? Talvez. Uma escolha com um certo toque previsivel e um grau de emoção não elevado.
Para cada dia uma emoção. Para cada dia uma razão. Viver ao extremo os dois - em tempos diferentes, só assim pra escolher o que é melhor pra você.

Sempre me apaixonei. Na verdade, a maioria de minhas paixões eram super-platônicas. Bem clichês, por cantores, artistas de cinemas e modelos, e olha que eu nunca fui do tipo tiete. Algo bem contraditório, não é mesmo? É só aparecer uma carinha nova no mundo da fama que lá vou eu e cheia de amor pra dar. Na verdade é estranho, porque por incrivel que pareça, já consegui falar com 30% das minhas 'metades da laranja'. Nunca deu certo. Falam que tenho uma certa carisma, ou simpatia, e no final... acabam se apaixonado por mim! Muitos acham inacreditável, mas pra mim já virou rotina. Pois bem, certo dia estava eu, caminhando nas calçadas hollywoodianas afora, quando deparo com uma criaturinha que destacava-se no meio da multidão de rostinhos bonitos e sorrisos brilhantes. Estatura mediana, olhos cor-de-mel e cabelos dourados com cachos incrivelmente angelicais. Não fazia a minima idéia de quem era aquele ser. Abri a minha revista de novas celebridades (sempre a carrego no bolso) tentanto acha-lo pelas páginas das quase-celebridades quando senti alguém dando tapinhas na minha costa.
- Jessica Moss?!
- Ahn, sou eu. - Ao virar, deparei me com o quase-nova-estrela. Mas o que queria ele comigo?
- Meu nome é Valentim. Não se grite, não desespere-se, não corra, nem chame a polícia. Já fui preso umas cinco vezes nessa semana, para cada vez uma e história e um disfarce diferente. Sou seu cupido.
- Como é que é? - Eu só podia estar sonhando, isso não era possível.
- Isso mesmo, sou seu cupido. Porém hoje em dia não temos mais asas, eram muito espalhafatosas. Usamos roupas que qualquer um usaria e nos misturamos as pessoas normais. Enfim, mandaram-me hoje aqui para saber o porquê de você não aceitar nenhum par. Tudo bem uma ou duas vezes, mas 17? Já é demais, não acha?
- Toda vez que finalmente conheço alguma de minhas "paixões", por mais legais e fofos que eles sejam... Puf! O amor acaba. Tem certeza que a culpa é minha, hein Senhor Cupido? - Levantei meu rosto e consegui olhar nos seus olhos, mas ele não mostrava em sua face emoção alguma.
- Nos nós encarregamos no ato da pessoa se apaixonar, desapaixonar já é por conta dela!
- E tem alguma coisa de errado comigo?
- Então seria uma opção sua. Entretanto da proxima vez, por favor, mantenha o seu coração em uma só pessoa? Adoraria se você maneira-se um pouco.
- Sim, tudo bem pra mim. Mas você gostaria de tomar um cappuccino comigo, Sr. Cupido?
- Adoraria!
É, no final de contas, quem diria... Acabei me apaixonando pelo próprio Cupido! Culpa das suas flechadas certeiras, e isso já dá outra história.
Ainda lembro nitidamente daquela manhã. Sim, eu procurava novas amizades e parecia que já havia encontrado. Ela estava lá, e não medi esforço algum para conquista-lá, ajuda-lá. Fiz tudo por ela, e até então pensei que sempre ela iria retribuir, mas infelizmente estava enganada. Não sabia que quando ela aparentemente ficasse mais feliz me trocaria e justo por eles. Independente de qualquer coisa nunca gostei deles e isso sempre foi reciproco. Vai ver que eu não era tudo aquilo que ela esperava e só perdi tempo investindo na nossa amizade.
Quer dizer, eu nunca quis ser amiga de alguém só porque tinha dinheiro, usava roupas de marca ou tinha uma casa legal. Nunca. E eu gosto de ser na minha, com poucos amigos mas todos verdadeiros. Ela não. Ela prefere ser amiga de todo mundo, só porque eles são divertidos, mesmo sabendo que são verdadeiras cobras escondidas através daquela máscara precisamente perfeita. E essa é a principal diferença entre nós. Ela prefere curtir o aqui, agora. Eu prefiro pensar no futuro e plantar agora para colher mais tarde. Uma amizade com tantas diferenças assim pode até dar certo, mas nela tem que ter confiança, lealdade. E eu não quero estar lá apenas nos momentos ruins, pra levanta-lá quando cair e juntar seus pedacinhos. Também quero me divertir com ela nos bons, mas me parece que para esses eu não sirvo. É melhor acabar por aqui do que ficar adiando cada vez mais. Essa foi a escolha dela, e agora, essa foi a minha.
Eu jamais contaria um segredo. Porém o the best - com certeza - contaria. E com ele eu transformava os menores e mais intimos segredos em fofocas-escandalo. Sim, eu era uma gossip girl. E de alguma forma eu descobria os segredos, de alguma forma eles chegavam até mim. Involutariamente eu contava-os. Já era algo meu, simplesmente não resistia. Com uma foto à lá gossip girl e uma legenda impactante eu os dominava - a quase todos. Através de um simples profile lotado no Orkut. Um contador de segredos que acima de tudo guardava o maior de todos: quem era simplesmente eu. Não foi fácil, também não foi dificil. Tive a grande ajuda de duas amigas, e as três juntas passavam madrugadas em claro. Descobriamos segredos, e alguns minutos depois os mesmos poderiam ser acessados por pouco mais de novecentas pessoas. Mas eu não era a única culpada. Amigos derrubavam os seus " bff's " com os segredos mais secretos que se podem imaginar. Segredos do tipo que só se contaria a pessoal na qual mais se confiava, porém no final viamos que não existe quase ninguém tão confiável assim. Em um simples click no enter o segredo não era mais segredo. Ele se tornava público. Nesse joguinho eu cheguei a ter mais de 600 comentários em único post. Graças a ninguém mais, ninguém menos que os meus informantes. Mas o que os levava a me contar? Uma vingança antiga ao que dizia seu amigo ou o simples prazer de ver que aquele segredinho tornar-se o assunto do momento? Talvez o simples fato de não saber manter a boca fechada (ou nesse caso de digitar) domine o ser-humano.
Agradeço também aos que confiavam nos meus informantes seus segredos, sem vocês eu não teria sido nada. E não posso esquecer-me dos que liam, dos que aguardavam anciosamente um novo post e que em meros segundos deixavam ali sua opinião. Acredito fielmente que no final não sou a única culpada, cada um que estava envolvido de algum modo nisso era também. Por isso já recebi muitas críticas, todas me julgando, jogando pedras.
Não me arrependo, muito menos me orgulho. Mas se pudesse voltar e mudar algo, sinceramente, deixaria tudo do jeito que foi. Não foi bom, não foi mal, mas eu fiz. E faria tudo de novo. Apenas uma dica de uma ex gossip girl: guardem seus segredos para si mesmos.
XOXO, would I lie to you?
Eu nunca fui a mais bonita, a mais inteligente, a melhor dançarina e muito menos a mais sociável. Não tinha muitos amigos e verdadeira amizade se resumia em só e somente uma. Sonhava com o dia em que meu príncipe encantado aparecesse no cavalo branco, mas não podia ser qualquer um, tinha que ser ele. Igualmente a mim não era o mais popular, o mais bonito ou o mais musculoso - na verdade estava bem longe disso. Mas ele tinha um jeito que me encantava, aquele seu sorriso que nem era o mais brilhante, porém me cegava e os seus olhos que me faziam voar, e criar inúmeras cenas que eu simplesmente sabia que nunca iam acontecer. Ia pra casa e não conseguia dormir. Imaginava como seria bom ver as estrelas do lado dele e ter a certeza de o ter para todo o sempre. Não era tão fácil acreditar na realidade, mas não queria me iludir. Quer dizer, ele sabia que eu existia e também o que eu sentia, mesmo assim nem tocava no assunto. Tenho certeza que apenas não queria criar esperanças. Ele não sabia o quanto essa pequena esperança já me faria feliz e me daria mais um motivo pra viver feliz - e com vontade.
Lembro-me perfeitamente daquela manhã. Não fazia sol, não tinha passarinhos cantando, nem um arco-íris que alegraria minha manhã. Mas ele estava lá, isso me tiraria de qualquer fossa, me impediria de ouvir músicas mamãe-quero-cortar-meus-pulsos e apenas me faria sorrir. Depois de o ver, aos poucos uma estranha felicidade foi tomando conta de mim e de repente tudo aquilo acabou. Senti o mundo desabar em cima de mim. O que dia em que eu queria tanto adiar, o que eu não queria que acontecesse, já estava acontecendo. Apenas queria ser cega naquele momento, porém minha visão estava melhor do que nunca. Ela nem era tão bonita. Cabelos castanhos, opacos e secos, olhos caramelo e o sorriso mais sem-graça que eu já havia visto em longo de toda minha vida. Nunca o imaginei com outra, nem em um dos meu piores pesadelos. Meu rosto estava tão quente que a pequena minuscula lágrima que deixei cair parecia um cubo de gelo. Pra ser sincera eu nunca pensei que isso fosse realmente acontecer. Quer dizer, logo eu? E fui tão boba e ingenua... Até mesmo a mais furreca das cartomantes poderia advinhar que um dia finalmente ele encontraria alguem com quem pudesse trocar todo seu amor. Porque eu havia sido tão insegura e medrosa? Sim, eu morria por vontade. Afinal a única coisa que eu queria saber era se quem sabe, se eu não fosse tão timida, nós pudessemos ter dado certo... E a minha história poderia ter um rumo totalmente diferente, quem sabe um final feliz. Desde então percebi que prefiro morrer por arrependimento do que por vontade. Se eu não fizer, quem vai fazer por mim? Também descobri que nem todo conto precisa ter necessariamente um final feliz. E infelizmente minha história não teve.
Palavra vinda do grego (pistia) e do latim (fides). Segundo o dicionário é um substantivo no qual possui como definição:
1.Adesão absoluta do espírito áquilo que se considera verdadeiro; 2.Fidelidade; 3.Crença.
Mais que um laço invisivel, um poder que na verdade significa o que qualquer um de nós pode acreditar ou crêr. Algo que guia a todos nós, independente de qualquer crença, opnião ou do que se acha. Ela existe, não importando qual seja a religião. Ter fé é crêr, acreditar, confiar, ter esperança, não se limitar ao possível.
Uma força superior, sobrenatural. O motivo de tantas brigas e discussões, conversas que chegam ao ponto de serem infinitas. Cada um querendo expor sua opinião, mostrando que seu jeito de ter fé é o certo, mas cada um tem seu jeito.
Tenho uma religião, mas não me limito a acreditar em tudo que falam. Sou do tipo que não aceita nada 100%, que discorda nem que seja das vírgulas ou dos pontos. Penso nessa vida sendo passageira, algo que quando "acaba", na verdade, se inicia em outras partes. O tempo que passamos aqui nesse mundo paralelo é minimo, por isso não devemos nos apegar ao material, ele não é tão bom quanto parece.
Fé é sinônimo de esperança, confiar que o inacreditável se tornará possível. Que os problemas deixarão de existir, que todas as doenças terão cura, de que um dia o mundo será um lugar melhor - onde o que importa é o que se tem por dentro, não o que se tem na sua conta bancária ou a marca de roupa que você usa.
Para crer não precisa discutir, nem chegar a nenhuma conclusão. A fé não tem a ver com nacionalidade, cor, classe social. Ela só existe e é inevitável. Basta acreditar.
Senti os raios solares queimarem através da minha pele, avisando-me que já era de manhã e estava justo na hora de acordar. Levantei minhas pálpebras e fui tomada por uma tranquilidade que há tempos parecia estar tão longe de mim. Sentia que estava em um lugar diferente, e de fato estava. Vários tons de azul rodeavam o local, estavam para todos os lados! Antes imaginava como era andar nas nuvens, agora podia literalmente descobrir. Visei-as, analisei a mais fofinha e imediatamente saltei. Era uma sensação tão... Incrível! Nem possuía palavra perfeita o bastante para descobrir aquele mágico sentimento que explodia dentro de mim.
Depois de muito saltitar, sentei cansada e finalmente percebi que havia algo tão diferente naquele local: ele estava vazio. O céu sem anjos tocando harpa? Seria isso possivel? Fiquei me indagando sobre isso durante longos minutos, então avistei uma estranha porta. Ela estava no meio do nada e até se perdia entre aquele radiante azul. Tinha a aparência antiga, rústica, feita de uma simples madeira de cor clara. Deveria estar lá há muito tempo, e precisava de uma boa limpeza. Eu não tinha nada a perder. Girei a maçaneta com cuidado e empurrei a porta com um pouco de força. De lugar algum, me deparei com o verdadeiro paraíso. Cachoeiras límpidas e cristalinas, de águas douradas. Pequenas árvores violetas, que de tão bonitas, pareciam de brinquedo. Frutas frescas em forma de coração que aparentavam ser feitas a mão. E para completar, esplendorosos anjos. Finalmente tinha os encontrado. Imagine seres super pacificos que esbanjavam felicidade e defendiam a paz e o amor. Pois então, eram eles.
Por mais agradável que estava lá, nada fazia sentido. Perguntei á uma simpática tocadora de harpa que delicadamente respondeu-me: "Só chega aqui aqueles que alcançam sua total paz espiritual. Aqueles que tem tudo que importa de verdade. E o resto, aqui é esquecido."
Nesse momento não quis mais respostas. Não precisava saber o porque nem como tinha chegado lá. Apenas estava lá. E isso deveria ser o certo. Agora me restava aproveitar. E finalmente passar todo o resto de minha eternidade no paraíso.
Sou um clichê, mas posso fugir da mesmice. Sou timida, mas se quiser enfrento tudo na frente de todos. Sou meus medos e minhas vitórias, do era uma vez posso fazer uma história. Tomo atitudes erradas, fracasso em mim e me acho um nada. Tenho mudanças drásticas, prefiro ser um pouco antissocial e as vezes preciso estar isolada. Ajo sem pensar, falo por falar e depois me arrependo. Não do que fiz, e sim do que não tive coragem. Sou aquela que se arrependimento matasse já era pó. Morro por vontade, não por culpa. Do tipo que sempre pensa "e se eu tivesse feito..." mas eu não fiz. Passando o tempo acostumei-me com isso. E eu quero ser jornalista, tenho uma pequena aversão a determinados jornais sensacionalistas, pago de escritora e também aspiro á ser estilista. Sou diva, distraída, um tipo de falsa cronista. Louca por revistas. Que repensa em seus atos e não repete os fatos. Instantanêa, espontanêa, que não escreve porque pensa, mas sim pensa porque escreve. É, assim sou eu. Com seus momentos de crítica, de esquisita e que foi obrigada a aprender a corrida armamentista - e nem foi bem em História. É descontrolada com seu coração, mas não que não é guiada por uma simples paixão. Tem valores, honras, mas peca tanto quanto qualquer um. Ri baixo, sofre calada e tem muitos colegas, mas poucos e verdadeiros amigos. Pretende ter um livro publicado. Que se distrai escrevendo e deita com um caderno e uma caneta para escrever antes de adormercer. Essa sou eu, e assim pretendo continuar, até o dia em que eu mudar de opnião, como já dizia Raul Seixas. Entre linhas escritas, palavras esquecidas e falas bem vividas.
Pauta para o PostIt!
E nessas noites frias afora
Congelar-me não foge mais de qualquer comum
Aquela pequena flor de cheiro à meia-noite
Já me força a senti-lá diariamente
E sinto tanto que esqueço.
Não lembro mais e nada se encaixa
Peças desconectas de um quebra-cabeça
Que juntas não fazem sentido algum
E não me ensinam nada
E não servem pra nada
Mas existem
E só me deixa mais confusa
Com isso afundo cada vez mais
Em um ciclo vicioso de areia movediça
Que queima como o fogo
E preserva sua essência.
Quando eu tinha apenas três anos meus pais se separaram. Sei que sofri na época, mas hoje em dia não imagino de outro jeito. Além de qualquer coisa, eu amo meu pai, e sei também o quanto ele me ama. Mas em tantos tempos nunca tive uma figura paterna ausente. Como sempre morei com minha mãe. acabei me acostumando a acima de tudo ter dois pais. Meu pai, que já forá casado com a minha mãe, e o meu pai duas vezes. Um pai-avô. E como eu mesma o chamo: papai-vô.
Como ele me irrita me chamando de filho, e hoje já estou tão acostumada que nem ligo mais. Foi em uma simples ida ao shopping com ele - beirava meus 5 ou 6 anos - que descobri aquela deliciosa para mim e nojenta para algumas mistura de pipoca com sorvete. Como eu (e minhas primas) acostumamos ele a comer pizza todo domingo, e agora já é um ritual nosso. Como ele me apoia em preferir a viagem à festa, a participar da formatura, a estudar mais e a escolher os caminhos certos - os melhores para mim! Como ele ri das minhas bobagens e me acostuma a assistir ao Animal Planet. E é graças a ele que vou perdendo alguns de meus medos aos poucos, que aprendi a mergulhar e como nessas férias - acreditem ou não - subi pela primeira em uma àrvore. Sim, primeira vez.
Papai-vô, pais duas vezes, pai da minha mãe - e meu também.
Pai, do teu sangue correr em minhas veias, do meu amor por ti.
Eu os-amo. E não só hoje, mas sempre desejarei feliz dia dos pais. Em dobro.
Eu tenho uma amiga, vamos chama-lá de M. E tudo que ela quer ela consegue. Mas pra isso ela não passa a perna em ninguém. E bom, ela simplesmente só continua sendo ela mesma. Temos também o O., que se esforça bastante mas raras as vezes consegue algo. E ele é o melhor amigo de M.
Em um belo dia (para alguns) o O. brigou com a M. por um simples motivo: tudo ela conseguir e ele nada. Sim, por isso! Não é um caso anormal, e pode acontecer comigo, com você... Afinal, ocasionalmente nos cansamos por temos um(a) BFF que parece perfeito, porém temos que lutar pela nossa amizade que vale mais que qualquer outra coisa. Continuando. Em tempos nos nós esforçamos tanto para alguma coisa e simplesmente perdemos ela para alguém que nem fazia tanta questão assim. Isso serve para nos esforçamos mais ou desencanamos e puf. Quem sabe aquilo na verdade não servia mesmo pra você? Existem tantos peixes por aí, que tal nadar com eles? Bom, isso já é outra história... Quanto a M. e ao O., ela largou o grande papel da sua vida e só depois disso ele se deu conta que na verdade estava sendo... egoista (no final ela correu atrás e recuperou o papel).
Ok, não conheço nenhuma M. e nenhum O. E isso tudo foi baseado em um episódio de Hannah Montana (hihi), no qual M. é Miley e O. é Oliver. Mas foi uma boa conclusão, não? Nesse mesmo episódio ouvi a frase: Alguns amigos para sempre durarão, outros somente uma estação. Reflita! =)
Lorena Neves acha que Emily Osment e Mitchel Musso formam um belo casal.
Ela me ensinou - com oito anos - a ler livros 'grandes'. Ensinou-me que o amor vale mais que qualquer outra coisa. Que nem tudo é o que parece ser, que um de seus "inimigos" pode ser também um seu grande amigo - e estava oculto. Que nos momentos mais dificeis também se pode rir. Que os mais afastados podem se unir. Que os mais excêntricos não são loucos - apenas diferentes, por terem outras crenças, outras idéias. Me ensinou que o aparentemente mais medroso, no momento que se precisa pode ser o mais corajoso. Que até os grandes morrem, mesmo que seja lutando até o fim. Que a mais verdadeira das amizades pode se transformar no verdadeiro amor - ou pode sempre ter sido isso. Ensinou-me que um livro perfeito pode ter aventuras, romance, comédia. Com ele descobri valores. Conheci amores. E também ri horrores. J.K escreveu um dos melhores livros que já li. E agradeço profundamente a ela. Um dos melhores pra se ler no verão. Ou em qualquer das estações. H
arry Potter. Descubra-o. Delicie-se.
Lá estava ela. Sentada a beira do mar, sentindo a fina areia em sua pele, olhando as ondas quebrarem na beira, com o coração apertado. Não se arrependia do que fizerá, mas também não se orgulhava. Libertou no papel tudo que sentia. Eainda não sabia se o seu destinário já havia lido. Então lembrou de como escreveu. Uma caligrafia tão caprichada que forá borrada com lágrimas. E naquele vento tão frio sentiu uma mão quente. Não quente de queimar sua costa, mas de um calor agradável. E escutou uma voz longe que fez seus pensamentos aterrisarem.
- Oi.
Era ele. E naquele momento com certeza já teria recebido aquele envelope.
- Ah, oi. - Disse ela, olhando timidamente para baixo.
- Você não está com frio?
- Você... já recebeu?
- Sabe, eu recebi sim.
- Acho que não tinha outro jeito...
- Tudo bem. Vim aqui para isso.
- Você me... ?
E ele não deixou ela perguntar. Tentando ser o mais sensível e delicado possível, de um modo brusco interrompeu.
- Não me leve a mal, mas viva sua vida. Não creio nisso, nessa história de...
- Amor? Você não acredita em... amor?
- Sinceramente, não. Pra mim isso se torna uma compulsão, sei lá. Curta a vida, aproveite a liberdade. E se for melhor pra você, me esqueça. Era só isso. - E tentando ser cavalheiro ele completou - Quer uma carona?
Ela simplesmente não acreditava naquilo. Os sonhos foram esmagados. E nesse momento ela desacreditou de tudo. Se levantou, e foi embora. Correu sem rumo, a caminho do vento. Sentia como se tivessem tirado seu coração. Pisoteado ele. E ela sentia tudo, da pior maneira possível. Mas não despejou nenhuma lágrima. Nada escorreu pelo seu rosto. E por isso ela se sentia vitoriosa.
Passaram-se os dias, meses, anos. Um dia comum, nele nada demais. Uma quarta-feira fria, e lá estava ela. No mesmo lugar, na mesma areia, mas com sentimentos diferentes. E de cima, pequenas gotas de chuva cairam, molhando-a. Já estava escuro, e quando ela se deu cont
a já est
ava debaixo do guarda-chuva alheio. Ao olhar pro lado, um sorriso cativou seu coração. E não era forçado, era... natural. E ele, que segurava forte o guarda-chuva sentiu o mesmo por ela. De repente tudo fazia sentido. Era ele por ela e ela por ele. Nada mais.
E com tempo, os dois aprenderam que nao se deve esperar o amor. Quando se menos esperar ele aparecerá. Mesmo que seja em uma quarta-feira chuvosa. Com um guarda-chuva que protegia duas pessoas no pior dos temporais. Não espere pelo verdadeiro amor. Ele pode aparecer aos 6 ou aos 83. Ate lá você pode sofrer por outro alguém. Porém tudo acontecerá na hora certa. E quando ele vier, aproveite-o. Sinta-o.
OBS 1: Troquei de nome, senti que precisava... renovar!
OBS 2: Troquei de lay. Renovando, haha.
Mudei. Posso mudar de opniões, livros, músicas, gostos, razões. Posso mudar pro que eu quiser. Independente de ser pior ou melhor, bom ou ruim. Posso ter um futuro refletido no passado, ou até um que tenha mudanças bruscas de comportamento, pois águas passadas não movem moinhos... ou movem. Posso ser a mesma pessoa em anos, posso mudar de repente. Posso ir mudando aos poucos. Sem deixar de ser eu mesma. Posso apenas sair do casulo no qual me escondia, e a capa externa ser apenas uma capa, na qual todos acreditavam ser real. Não me julguem necessariamente apenas por meus atos. Seres humanos as vezes agem sem pensar. E seres humanos. Ou talvez a que age sem pensar seja só eu mesma. E o resto seja a proteção... com medo de quebra-lá ou com medo do que os outros vão pensar continuo nela. Mas agora basta. Quebrei-a de vez.

Os raios solares entraram pelo meu quarto, a brisa passou pelo meu rosto e havia uma música ambiente que contribuiu para o meu rápido despertar. Olhei para minha escrivaninha e tinha algumas cartas de amor, um diário bem trancado no qual carregava a chave no meu pescoço e no lugar das minhas Caprichos tinham algumas edições da revista Vogue e Elle que traziam o lenço que Audrey Hepburn usava, o Chanel Nº 5 preferido de Marilyn Monroe e o batom que a rainha da Inglaterra havia usado na sua coroação. Nas minhas estantes, discos de vinil tomavam o lugar dos livros do Harry Potter, Crepusculo e Diário da Princesa. Corri pro meu guarda-roupa e meu sonho se realizava ali. Glamour, sofisticação e alta costura. Me deparei com Dior, Chanel, Madame Grès, Nina Ricci. Mamãe gritou para apressar-me, iriamos ao salão e não podia me atrasar - a noite ia ter baile, e a cidade estava uma verdadeira loucura. Chegando ao salão vi que tudo aquilo dava sentido a palavra "loucura". Meninas e mulheres de todas as idades enchiam aquele espaço, conversavam, fofocavam, maquiavam-se. Depois de algumas longas horas de espera sai com um luxuoso rabo-de-cavalo, nunca tinha visto um tão belo assim em toda minha vida da atualidade. Cheguei em casa e passei a mãe em um vestido rosa cintilante com bolinhas prateadas e um salto-agulha que dava um ar de diva no look. No baile dancei clássicos como Twist and Shout, Blue sued shoes e outros. No teto, um globo espelhado girava e refletia um verdadeiro arco-íris, formado pela diversidade e autenticidade das cores dos mais diferentes tipos de vestido. Meninos com ar galanteador, topetes enrolados, que corriam atrás de alguma "lady" que pudesse lhes dar uma chance. Depois de um dia tão mágico e divertido fui dormir. Quando acordei, meu computador permanecia na escrivaninha, minhas estantes estavam cobertas de Capricho, e meu guarda-roupa com T-shirts, calças jeans e os tênis de sempre. Agora tudo tinha voltado a ser como sempre forá. Ah! E se fosse verdade? Mas infelizmente não era.
P.S. 1: Confesso que não sou tão conhecedora dessa época, tive que pesquisar um pouco pro texto ficar o mais compatível com a década possível. Mas tudo o que está escrito ai foi feito totalmente por mim. De qualquer jeito, o link do site: http://almanaque.folha.uol.com.br/anos50.htm
P.S. 2: Me desculpem pelo grande grau de futilidade do texto, mas tentei deixar ele mágico hahaha.
Pauta para o Blorkutando.